Um dos maiores objetivos da academia, além da construção teórica do conhecimento, encontra-se na interação dialética entre os diversos cursos existentes na mesma. Deve-se lembrar que o uso intensivo da inovação tecnológica deve estar dirigido a atender as exigências do mercado e da própria sociedade. Nada melhor que o exercício das interconexões disciplinares para a produção das ideias e suas vertentes práticas. Como funciona esse modelo conceitual de interação social através da interdisciplinaridade?

As equipes multidisciplinares nas universidades formam um grupo de produção intelectual e material, composta por acadêmicos que atuam em áreas diferentes, mas que se complementam para o desenvolvimento de um projeto específico. Estes grupos se organizam a partir de conhecimentos específicos da sua área de atuação, mas direcionados ao desenvolvimento de um projeto que possa ser estudado sob o enfoque de diversas disciplinas, através de métodos ou pressupostos teóricos. Geralmente, uma equipe multidisciplinar está composta por acadêmicos e professores orientadores, além de outros participantes fora da organização, como patrocinadores ou fornecedores, inclusive clientes e consultores. É o caso da equipe formada por acadêmicos dos cursos de Sistemas de Informação e Engenharia Mecânica da Católica de Santa Catarina, que conquistaram o terceiro lugar numa competição internacional de robótica (12ª Winter Challenge), com o robô trekking Earh Rover, destinado a encontrar três cones em um campo utilizando GPS, bússola e sonares.

A equipe Wickedbotz, formada por dez acadêmicos dos campuses da Católica em Santa Catarina de Jaraguá e Joinville, já obteve em 2014 o primeiro lugar da competição num projeto similar. Nesta oportunidade, a instituição participou na competição com 23 robôs de 14 universidades de todo o país. A Wickedbotz levou sete robôs de quatro categorias – batalha, sumô, seguidor de linha e trekking. Como toda equipe multidisciplinar, a mesma esteve composta por um professor responsável, sob a supervisão dos coordenadores dos respectivos cursos, além – é claro – com a participação efetiva dos estudantes de Engenharia Mecânica e Sistemas da Informação. Resulta importante destacar o patrocínio das empresas 3D Innov Brasil, Adapcon Click Odontologia, Consistem e Biamap, além do apoio da J7S, ZHZ, Menegotti Máquinas, Augustin Metalúrgica, Unimatriz, Buhler, Efitras, TecnoTêmpera, Hidefran Ferramentaria e Metalúrgica Hame.

Matéria disponível em:  OCP ONLINE

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